Abril indígena

Hoje é dia de consciência, de harmonia e resistência da biodiversidade. Dia em que devemos lembrar que haviam cuidadores da terra antes de nos tornarmos Brasil. Dia em que a preservação, o cultivo, o respeito e a harmonia fazem sentido para que a existência de um futuro se torne possível.

Para a sociedade indígena, plantas e animais são seus reverenciados ancestrais, seus parentes que estiveram aqui antes de nós e que carregam sabedoria e força para dar continuidade ao equilíbrio natural. Não há espaço para desperdícios ou descuidados em “nome” do progresso ou da globalização. Reconhecem que, como espécie, somos apenas mais um agente de transformação com igual importância em relação as outras manifestações de vida. Não somos mais, nem menos, apenas parte do todo que deve se manter conectado, desperto e em comunhão aos demais seres coexistentes no planeta, o que nos honrará na lei do eterno retorno.

As áreas verdes brasileiras são mantidas, principalmente, por esses bravos guardiões da Mãe Terra, que nos confia sabedoria, nutrição, proteção e possibilidades, mas também nos adverte e padece.

É, portanto, dia de retomarmos nosso devido lugar, nos permitirmos novas escolhas, nos conectarmos com nossa real cultura brasileira e devolvermos amor e respeito à terra. Ou seja, é uma proposta de retomada das leis naturais que regem toda existência, exatamente através do propósito consciente.

Exaltamos, dignamente, a fala da líder indígena Sonia Guajajara da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil, que nos diz: “Os povos indígenas têm o entendimento da Terra como território sagrado, território de vida. O mundo inteiro está preocupado com o aquecimento global, procurando formas de reduzir os efeitos climáticos, redução de gás carbônico para equilíbrio do planeta… Mas o capitalismo só vê a terra como lucro, exploração e possibilidade de capital e monocultura. Mas vamos defender nossos territórios (13%) a favor da vida sustentável como forma de existir, porque a Terra tá gritando, tá pedindo socorro.”

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Carolina Rainho — Fruidores de Arte

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