Março das Mulheres: guardiãs do Meio Ambiente que você tem que conhecer!

Nós, mulheres, somos incríveis em todos os aspectos, e, quando o assunto é meio ambiente, nós não somos exceção! Só aqui na Baixada Santista, por exemplo, nós já podemos ver como o trabalho feminino está envolvido com a questão. Segundo um levantamento do Diário do Litoral em 2019, das 440 pessoas que trabalham em cooperativas de recicláveis da Baixada Santista, 222 são mulheres.

 Em meio a esse mês crítico de pandemia, nós do Santos Lixo Zero resolvemos reviver o nosso blog trazendo um post inspirador em meio à quarentena para tirar você do tédio e para nos relembrar de que ainda estamos no mês das mulheres!

Então, apresentamos 7 guardiãs do meio ambiente que você precisa conhecer:

  1. RIDHIMA PANDEY (2008) – Índia

“Meu governo não tomou medidas para regular e reduzir as emissões de gases de efeito estufa, o que está causando condições climáticas extremas. Isso afetará a mim e às gerações futuras.”

(Ridhima Pandey)

Brincar geralmente é uma das maiores prioridades para uma criança, mas, ao contrário do que se espera, Ridhima Pandey (hoje com 11 anos), estava, aos nove anos de idade, processando o governo indiano por seu fracasso em lidar com as mudanças climáticas em 2017.

Suas ações fazem parte de um movimento legal crescente dirigido por jovens que vêem as mudanças climáticas como uma ameaça aos direitos humanos básicos com o objetivo de responsabilizar governos que falharam em agir sobre as mudanças climáticas.

  • ISATOU CEESAY (1972) – Gâmbia

“Quando você abusa do meio ambiente, você abusa de si mesmo.”

(Isatou Ceesay)

Como muitas meninas na Gâmbia, Isatou Ceesay foi forçada a abandonar a escola ainda jovem, mas isso não significa que ela estava alheia aos desafios ambientais ao seu redor. Em 1997, Ceesay, incomodada com o acúmulo de sacos plásticos em sua aldeia, fundou o grupo Njau Recycling and Income Generation.

Essa iniciativa lhe rendeu o título de “Rainha da Reciclagem de Gâmbia”, e garante renda a mais de 100 mulheres que trabalham no projeto recolhendo os materiais recicláveis e levando-os a um centro para serem transformados em novos sacos, tapetes, bolsas e muito mais.

Você pode aprender mais sobre o seu programa ou comprar uma sacola no site oneplasticBag.com.

  • MARIA DO SOCORRO COSTA DA SILVA – Brasil

“Eles não gostam do que fazemos; é por isso que estamos sendo ameaçados. Mas não tenho medo do prefeito ou de qualquer outra pessoa. Eu sou quilombola. A luta da escravidão corre no meu sangue”.

(Maria do Socorro)

Maria do Socorro é uma líder-quilombola e ativista ambiental que reside no Pará, um dos estados mais letais para ambientalistas no Brasil. Nos últimos 10 anos, a quilombola lutou por múltiplas causas: contra a Hydro Alunorte, refinaria norueguesa em Barcarena; contra a Albras, maior fábrica de alumínio do país (ambas já multadas por vazamentos de rejeitos nas regiões onde estão localizadas, afetando o ecossistema e as populações próximas); e contra políticos e investidores que fazem uso da grilagem, expulsando pequenos agricultores e comunidades locais de suas terras em favor do agronegócio e dos latifúndios.

Por todos esses esforços pela conservação da Amazônia, Maria do Socorro foi um dos destaques de uma série de reportagens do jornal britânico The Guardian sobre ativistas ambientais, o qual denunciou as ameaças que ela sofre como ambientalista e contou um pouco de sua história.

  • MARCIA HIROTA (1960) – Brasil

“Essa região é a mais rica do Brasil em biodiversidade e tem grande potencial para o turismo. Nós estamos destruindo um patrimônio que poderia gerar desenvolvimento, trabalho e renda para o estado.”

(Marcia Hirota)

A Mata Atlântica é um dos biomas mais destruídos do Brasil, e hoje só resta pouco mais de 10% desse bioma. E se essa pequena parcela de floresta ainda existe, isso se deve ao trabalho da Fundação SOS Mata Atlântica, uma das mais respeitadas ONGs na área, e sua coordenadora, Marcia Hirota, cujo trabalho nos alerta para os perigos da extinção          desse bioma. Além disso, Hirota também coordena o Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, em parceria com o Inpe, um trabalho fundamental que mostra o quanto o bioma já foi desmatado, mapeia as áreas de florestas remanescentes e é base para qualquer política de preservação à Mata Atlântica.

  • RAYANNE CRISTINE MÁXIMO FRANÇA (1992) – Brasil

“É hora de o mundo ouvir nossa voz e o país reconhecer as mulheres indígenas como detentoras de direitos iguais.”

(Rayanne Cristine Máximo França)

Rayanne Cristine Máximo França é ativista indígena da Amazônia brasileira. A jovem de 24 anos da tribo Baré mora em Brasília, mas cresceu na floresta (onde os pais ainda vivem) até os 17 anos, quando teve a oportunidade de ingressar na faculdade.

O ativismo da índia se concentra principalmente nos direitos indígenas das mulheres. Como é mais provável que as mulheres sejam impactadas negativamente pelas mudanças climáticas, educa-las é uma das melhores maneiras de mitigar as consequências ambientais. No Brasil, o ativismo indígena está intimamente ligado a causas ambientais, onde grupos indígenas há muito lutam pelo acesso à terra e recursos e defendem a proteção da Amazônia.

  • MARINA SILVA (1958) – Brasil

“A Floresta Amazônica não pode, ela própria, entrar na Justiça contra os desmatadores. Nós é que temos de fazer isso.”

(Marina Silva)

De origem humilde, Maria Osmarina da Silva Vaz de Lima começou sua trajetória de defesa do meio ambiente ainda no Acre, ao lado de Chico Mendes, lutando pela defesa do desenvolvimento sustentável. Em sua carreira política, foi vereadora, deputada federal, senadora e ministra do Meio Ambiente entre 2003 e 2008, e colocou o tema ambiental em discussão nacional quando concorreu à presidência da República, em 2010.

Marina também é reconhecida no exterior:  em 1996, foi premiada com o prêmio ambiental da Goldman; em 2007, foi escolhida como “Campeão da Terra” pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente;no ano seguinte, foi considerada pelo jornal britâncio The Guardian como uma das 50 pessoas que poderiam salvar o mundo. Em 27 de julho de 2012, Marina, em razão de sua importância na defesa do meio ambiente e do desenvolvimento sustentável, segundo o Comitê Olímpico Internacional, ainda carregou a bandeira olímpica na abertura dos Jogos Olímpicos de Londres, junto com Ban Ki-moon, o maestro argentino Daniel Barenboim e ganhadores do prêmio Nobel.

Autora: Mayumi Miyazato

Jovem de 19 anos formada pelo Instituto Federal de São Paulo – campus Cubatão. Tendo passado toda sua infância em um local de muita biodiversidade na cidade de Mairiporã, vem buscando reconectar-se com a natureza por meio da educação ambiental e pela defesa do meio ambiente na Baixada Santista.

REFERÊNCIAS:

PIMENTEL, Vanessa. Mulher é maioria no setor de reciclagem da Baixada Santista. 2019. Disponível em: https://www.diariodolitoral.com.br/cotidiano/mulher-e-maioria-no-setor-de-reciclagem-da-baixada-santista/129435/. Acesso em: 20 mar. 2020.

VELTEN, Raíssa. Conheça quatro mulheres que fizeram (e fazem) história na luta pelo meio-ambiente e pela igualdade de gênero. 2019. Disponível em: https://bliveinchange.com.br/blogs/blog/conheca-quatro-mulheres-que-fizeram-e-fazem-historia-na-luta-pelo-meio-ambiente-e-pela-igualdade-de-genero. Acesso em: 20 mar. 2020.

MCCARTHY, Joe; SANCHEZ, Erica (org.). 12 Female Climate Activists Who Are Saving the Planet. 2019. Disponível em: https://www.globalcitizen.org/en/content/female-activists-saving-planet/. Acesso em: 21 mar. 2020.

KATHERINE. Guardians of the Planet: 15 women environmentalists you should know. 15 Women Environmentalists You Should Know. 2019. Disponível em: https://www.amightygirl.com/blog?p=11863. Acesso em: 21 mar. 2020.

Mulheres que defendem o planeta: Dia Internacional da mulher. Dia Internacional da mulher. 2018. Disponível em: http://planeta.macboot.com.br/mulheres-que-defendem-o-planeta-dia-internacional-da-mulher/. Acesso em: 22 mar. 2020.

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