Um país que se desmonta

Alguns pilares de qualquer governo, sem distinção, se amparam em setores primordiais, sem os quais o país não se sustenta e cai. Falamos da educação, da cultura, do meio ambiente e da saúde. Os outros setores são importantes, mas estes que cito se conquistam a longo prazo e não podem ter descontinuidade, porque não se constroem com um estalo de dedos. Eles exigem tempo de formação, atentando para as bases da sociedade, que galgam degraus aos poucos.

Apesar de já estarmos com estas áreas em decadência, eis que surge um grupo de novos cidadãos que assumem suas cadeiras para dilapidar nosso patrimônio cultural, ambiental, educacional, enquanto que a saúde, capenga, não dá conta de acudir às inúmeras mortes por conta da pandemia.

As mortes não acontecem somente na parte física de corpos, mas na alma, na esperança, na vida animal, vegetal e em toda a cadeia da natureza. O Sr. do Meio Ambiente quer passar a boiada, em disfarce à desregulamentação de práticas de desmatamento, de invasões e de desrespeito à Mata Atlântica e à nossa Amazônia, já tão invadidas e agredidas.

O que o Brasil presenciou recentemente, em uma tenebrosa reunião de Ministérios, é de chorar e se envergonhar e acho que os órgãos representativos de cada uma destas áreas de defesa, de fiscalização e de controle não podem cruzar os braços. Manifestações de repudio, exigindo mudanças, precisam acontecer na brevidade possível. O Santos Lixo Zero, uma instituição que se preocupa muito além do problema do lixo e detritos, lança sua voz e se incorpora a outros organismos de defesa do patrimônio natural e cultural, incluindo fauna, flora, oceanos, rios e toda a terra de nosso território nacional.

Sugerimos que no próximo 05 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, seja uma boa data para o grito de repúdio aos desmandos e barbaridades que temos assistido e que devem vir muito mais, conforme protagonizado pelo criminoso de plantão.

Autora: 


Eunice Tomé

Conselheira do Santos Lixo Zero

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